Movie-Blogger - Convidado de Hoje: Getro Guimarães

Postado por Adriano Martins em 8.12.09

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O convidaddo de hoje do Movie-Blogger é o publicitário Getro Guimarães, do altamente recomendável Blog do Getro

Filme: O Mundo de Andy
Título Original: Man On The Moon
Gênero: Comédia/Drama
Direção: Milos Forman
Roteiro: Scott Alexander & Larry Karaszewski
Elenco: Jim Carrey, Danny De Vito, Courtney Love, Gerry Becker, Leslie Lyles.
Ano: 1999
Duração: 118 minutos
País: EUA

Jim Carrey é um divisor de águas. Quem reconhece o cara por filmes como "Ace Ventura", "O Mentiroso" e "O Máskara", acha que o sujeito só sabe mesmo é fazer caretas. Quem já viu "Número 23", "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" e este "O Mundo de Andy", sabe que o ator é capaz de grandes performances sem apelar apenas para gags visuais.

Batizado no Brasil de "O Mundo de Andy" (o título original, "Man On The Moon" faz
alusão a música homônima do R.E.M. que é trilha sonora do longa), esta cinebiografia de Andy Kaufman, considerado o mais excêntrico e enigmático comediante de seu tempo, teve recepção fria tanto nos cinemas quanto nas locadoras. Embora a figura homenageada não seja tão conhecida do público brasileiro, o fato de não ter acompanhado a carreira do homem nos anos 80 não é empecilho para divertir-se (e muito) com o filme.

Kaufman era um transgressor nato, que adorava levar a platéia ao limite do desconforto. Dono de um estilo que trafegava entre a mais elaborada interpretação teatral e o escracho total, ele tornou-se famoso através da sitcom "Táxi" por sua criação como o mecânico estrangeiro Latka Gavras, um personagem que caiu no gosto do público. Daí para o humorístico "Saturday Night Live" foi um pulo.



Andy usou Latka também como trampolim para outras coisas. Em suas exibições standy up, ele chegava a ofender as platéias com piadas de mau gosto, se necessário fosse, caso tivesse a certeza de garantir o impacto que buscava para o seu trabalho. Simulava brigas com supostos desafetos, enfrentava mulheres num ringue improvisado, criou um alter ego grosso e vulgar, o cantor Tony Clifton. Era difícil saber quando era ele mesmo ou estava representando. As próprias pessoas ao seu redor nunca tinham certeza de nada a seu respeito. Desconfiaram até quando Kaufman, então com 35 anos, anunciou que estava morrendo, vítima de um tipo raro de câncer no pulmão.

Assim como ele, Jim Carrey é adepto de uma mistura de afronta e excesso que nem sempre é bem compreendida. Aqui, toda a extensão do seu talento dramático é posto à
prova pelo talentoso diretor tcheco Milos Kaufman ("Amadeus"), e ele se sai engrandecido. Reza a lenda que, mesmo durante os intervalos das gravações, Carrey continuava encarnando Kaufman e só parou quando o diretor encerrou de vez as filmagens.

O filme, Forman e Carrey foram completamente ignorados na cerimônia do Oscar daquele ano. Talvez o personagem e o longa fossem incômodos demais para serem entendidos pelas platéias americanas. Pior para eles. Às vezes, ser ignorado é a melhor garantia de ser cult. Já assisti a esta obra-prima cerca de vinte vezes e sempre ao final, preciso limpar as lágrimas que escorrem pelo rosto.


Trailer



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3 comentários

  1. gabi comentou:

    Deu muita vontade de assisir!

     

  2. digerati comentou:

    Obrigado pelo "altamente recomendável, Adriano!

     

  3. Adriano Martins comentou:

    Que nada Getro!

    Obrigado você pela participação!

    Abraços

     

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